Castelo Rodrigo: Guia dos Locais Históricos

Neste artigo, apresenta-se uma curta resenha dos principais monumentos históricos em Castelo Rodrigo. Parece impossível como uma aldeia aparentemente tão pequena consegue incluir tantos e tão diversos pontos de interesse. Por esse motivo, não incluímos aqui outros monumentos da região – como a “Torre das Águias”, uma construção romana – que também mereceriam uma visita.

Palácio de Cristóvão de MouraEstadio_La_Cisterna_(4)

Cristóvão de Moura foi um dos principais governantes de Portugal no início do Domínio Filipino, que aqui tinha a sua residência oficial, uma vez que havia sido feito Conde de Castelo Rodrigo. Depois da Restauração, os habitantes destruíram o palácio, que viam como um símbolo do domínio estrangeiro. Não obstante, as ruínas impressionam pela sua dimensão.

Pelourinho

O símbolo do poder autárquico, onde os criminosos eram “expostos”, possui uma decoração manuelina que denuncia o facto de ter sido D. Manuel a atribuir o foral à antiga vila.

Torre Albarrã

Trata-se de uma inovação arquitetónica trazida para portugal no tempo do Califado Almóada (séculos XII-XIII), com vista a reforçar o poder defensivo de um castelo. Esta é a torre albarrã situada mais a norte em Portugal.

Castelo

Situado na parte mais elevada da vila, de forma a constituir-se como o seu último reduto defensivo, foi recuperado no tempo do rei D. Manuel.

Cubelos das muralhas

Conhece a cidade histórica de Ávila? Se não é o caso, fazendo uma pesquisa verá que são característicos desta cidade espanhola os torreões em semicírculo, “à moda” dos reinos de Leão e Castela. A sua presença nas muralhas de Castelo Rodrigo indica que é provável que tenham sido obra de um rei leonês, lembrando-nos também que, antes de 1297 (ano em que D. Dinis estabeleceu com Leão as fronteiras definitivas de Portugal), esta região de Ribacôa ia mudando de “mãos” consoante a época.

Cisterna

O edifício onde funcionou uma cisterna foi, muito provavelmente, utilizado como sinagoga antes da “ilegalização” do judaísmo, em 1506. De salientar a convivência, nas duas portas, de um arco ogival (gótico, português) e de um arco em ferradura (islâmico).

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